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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Mudança no Caminho para Chegar ao SANTUÁRIO NACIONAL DA UMBANDA

           Todos os usuários do SANTUÁRIO NACIONAL DA UMBANDA devem ter ouvido falar que a promotoria pública de meio ambiente de Santo André estava tentando fechar a parte andreense da estrada que leva ao nosso parque religioso.  Depois de muitos recursos e de extintos todos os prazos estabelecidos por decisão judicial, a solicitação da promotoria foi aceita e o judiciário permitiu que essa atitude descabida fosse levada a cabo.
             Pois bem meus queridos, hoje (31 de agosto) o céu amanheceu em prantos e alagou a cidade.  No momento que escrevo essas palavras, Inhaçã balança efusivamente as folhas das árvores reconhecendo minha dor.
            Quero deixar claro que o SANTUÁRIO NÃO ESTÁ FECHANDO, apenas mudaremos o caminho para chegar, porém, não consigo entender a razão pela qual algumas pessoas acham que fechar uma estrada que existe há cem anos e abrir outra (no meio da mata nativa) é preservar o meio ambiente,  e vejam bem, são ambientalistas que estão lutando com todas as forças para que isso ocorra.
             Os Prefeitos municipais de Santo André e de São Bernardo do Campo posicionaram-se totalmente contra esse fechamento da estrada por entender o mesmo que qualquer leigo:  a abertura de uma nova estrada causará mais danos ambientais maiores do que a conservação da estrada que já existe.
             Quero dizer a todos que acredito realmente não estar sozinho nessa luta.  Sei que posso contar com a ajuda de todos e, muito particularmente com os nossos Guias e Orixás.  Procuro sempre me lembrar: a vida é uma caminhada para evoluir e purificar nossas almas e também as das pessoas que nos rodeiam.  Por isso, creio que precisaremos passar por isso, se não for para nós, certamente será para aqueles que nos rodeiam. 

            Nós umbandistas sabemos exatamente o que significa a palavra preconceito.  Já vivemos momentos piores e sempre saímos vitoriosos.  Como diz Carlos Drummond de Andrade:

“No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meu caminho
Tinha uma pedra
No meu caminho tinha uma pedra”.

Acabei de me lembrar: SOU FILHO DE XANGÔ.      Pedras não serão obstáculos para mim!

ATENÇÃO:  O SANTUÁRIO CONTINUA FUNCIONANDO NOS DIAS E HORÁRIOS NORMAIS
  
Segue alternativa de caminho:
  
Ø   Do centro de Santo André siga pela Avenida Perimetral;
Ø  No final dela contorne pela esquerda a Estátua dos Imigrantes (em frente ao McDonald’s) e siga pela Avenida Santos Dumont – seguir a placa POUPA-TEMPO DA SAÚDE;
Ø   Passe sob o Viaduto da Avenida D. Pedro I e entre na primeira à direita (Avenida Capitão Mário Toledo de Camargo).  Essa avenida tem as duas pistas divididas por um rio e passa em frente ao Estádio de Futebol Bruno José Daniel – seguir a placa CIRCUITO VERDE;
Ø  Siga até o final, contorne à esquerda, e mantenha-se à direita até o semáforo (final da rua);
Ø   No semáforo vire à direita (Estrada do Pedroso);
Ø  Contorne o Largo da Cata Preta e siga em frente pela Estrada do Pedroso.  Passará pela antiga Estação do Teleférico (à direita) e pelo Grupamento Ecológico da Guarda Municipal (à esquerda); 
Ø   Continue seguindo em frente passando pelo Parque Miami até o final do asfalto;
Ø  Cruze por baixo do Rodoanel (pequeno trecho asfaltado).  Em seguida volta a ser estrada de terra;
Ø   Siga pela estrada de terra até chegar ao SANTUÁRIO.


Se tiver alguma dificuldade durante o trajeto ligue para 4338-0946 ou 4338-0261.
            
Pai Ronaldo Linares
 SANTUÁRIO NACIONAL DA UMBANDA
   Vale dos Orixás
        4338-0946 / 4338-0261

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Despachos na Umbanda

          Muitas pessoas têm dificuldade de entender o fundamento de DESPACHOS na Umbanda. Muitas vezes, deixam de ser beneficiadas por pré-conceitos e falta de informação nossa, próprios Umbandistas, que, muitas vezes não nos preocupamos com certos rituais. E o despacho é mais um deles.
O despacho dentro da Umbanda é um dos recursos mais utilizados para benefício das pessoas e, quando bem feito, desencadeia verdadeiros milagres, afastando espíritos obsessores, trabalhando na cura, no equilíbrio, na positivação, na energização, na abertura de caminhos com os elementos colocados na Natureza – em complemento as orientações que as entidades passam em atendimentos.
Lembrando que: nenhum dos elementos é usado na Umbanda como “comida” para a entidade clamada ou para os Orixás. Mas sim, são usados como elementos mágicos que são manipulados pelos guias espirituais que utilizam da sua essência material natural (da natureza do alimento), retirando dali as energias necessárias para o trabalho pedido.
Essas essências abrem verdadeiros portais nos Santuários Naturais (Pontos de Forças indicados pela entidade), se projetando até a pessoa ou ao local que precisa ser trabalhado, irradiando seu Axé, sua essência divina, as Forças e Bênçãos da oferenda.
Abaixo, segue uma adaptação de um procedimento para despachos. Como tudo na vida, se fizer direito, estará se beneficiando por completo. Agora, se fizer de qualquer jeito, você também sai de qualquer jeito.

Procedimento para um bom despacho

1) Pegue os elementos com a Mão Esquerda e coloque-os em uma sacolinha (não coloque dentro do bolso ou bolsa para que ele não entre em contato com o corpo ou com objetos de uso pessoal);
2) Quando sair do trabalho espiritual, vá direto para o local indicado pelo Guia;
3) Quando chegar nesse local (ponto de forças), fazer a seguinte oração:
                “Amado Senhor Deus, Sagradas forças responsáveis por esse ponto de forças, Vos peço licença para deixar aqui meu despacho para que continue o trabalho já começado pelo Guia Espiritual _______________________________ (nome do Guia). Amém!”
4) Colocar o despacho com a Mão Esquerda no local escolhido e dizer:
“Sagrado Sr. _______________________________ (nome do guia), em nome de Deus e respeitosamente Vos peço que recolha e anule esse despacho. Amém”!
5) Depois disso feito, dizer a seguinte oração:
“Sagradas forças responsáveis por esse ponto de forças, Sagrado Sr. _______________ (nome do guia), Vos agradeço por todo amparo que me deram e peço licença para sair do Vosso ponto de forças. E que os senhores possam reter e recolher nesse Vosso campo quaisquer cargas negativas que ainda restarem em meu espírito, em nome de Deus. Amém!”
6) Dar 7 passos para trás e ajoelhar no último, fazendo um agradecimento para Deus com suas próprias palavras. Quando acabar, levantar-se, virar de costas e ir embora.

Lembre-se: Nenhuma entidade (de Oxalá a Exu) que esteja em nome de Deus poderá lhe fazer mal. Confie sempre no poder divino. “Umbanda é a manifestação do espírito para a caridade”

Adaptado do Livro “Rituais Umbandistas”. Autor: Rubens Saraceni. Editora Madras

Abraços,
Equipe UCJ  - Franz Meier e Fabiana Cardoso

quinta-feira, 17 de março de 2011

A Morte e Seus Orixás


A morte é uma coisa “engraçada”, né?! Um dia, se está vivo para uma realidade e, no outro... não está mais ali!

Acordei, hoje pela manhã, com a notícia que uma amiga havia feito a passagem... Pudera! Depois de 02 anos lutando bravamente com um tumor maligno no cérebro, o corpo físico não mais agüentou e começaram a falhar seus órgãos... Até que houve o falecimento.

Uma sorte para ela, que vai! Tenho certeza que a acolhida será da melhor maneira – como merece e precisa. Uma dor para aqueles que ficam – principalmente a família mais próxima e os amigos mais chegados que, embora conformados (já que ela estava sofrendo muito), o momento de se despedir nunca é fácil.

Nossa sorte, como Umbandistas e/ou Espiritualistas, é sabermos que não acaba por aqui! Então, quando ela estiver recuperada, virá se comunicar e trazer as novas. Entendemos também que seus guias e mentores estão e estarão com ela durante toda a recuperação astral.

Agora... Como se processa esse desligamento no lado espiritual? Aí está algo que tenho tentado entender nas últimas semanas (aproveitando o processo de iniciações de nosso curso de Sacerdócio Umbandista, aonde fomos iniciados nos Mistérios de Pai Omulu na semana passada e seremos de Pai Obaluaiê - nesse próximo final de semana).

Como entender essa dupla de Orixás tão controversos? O “Senhor das Doenças” e o “Senhor da Morte”, os “impiedosos” Omulu e Obaluaiê... Quando falamos aos antigos, um sinal de respeito e temência se instala...

Andei buscando informações sobre os dois, mas, muitas fontes que encontro são do Candomblé. Omulu seria um Obaluaiê mais jovem? Alguns dizem que sim – e daí surge a confusão de serem um só.

Prefiro pensar em Pai Omulu como Senhor da Cura. Afinal, Olorum – Divino Criador da Perfeição que é o Todo – não daria apenas senhores Orixás punidores, castigadores, que dariam o direito de encarnados se servirem para o mal de seus semelhantes.

Pai Omulu tem seu Campo de atuação no Cemitério, um local de intensa renovação. Responsável pelo desligamento do cordão de prata que nos une ao corpo material e (acredito) responsável também pelo nosso Duplo Etérico – corpo-cópia do encarnado, responsável pela localização dos chackras e abastecimento energético do físico.

Omulu, dentro da Lei Maior, da Justiça Divina e do merecimento e necessidade da pessoa, fortalece e/ou enfraquece esse Duplo Etérico através de seus Mistérios, causando a moléstia e sua cura. Dor é sempre um caminho de aprendizado, certo?

Mas, é só esse o campo de atuação de Omulu?
No meu ponto de vista, NÃO!
Omulu também, como fortalecedor e enfraquecedor de campos, pode nos auxiliar a enfraquecer um medo (e junto com Ogum nos direcionar para termos coragem);
pode nos enfraquecer uma obsessão amorosa (e, com Oxum, fortalecer um novo e saudável amor);
pode enfraquecer uma Fé abalada (e, com Oxumaré e Oxalá, trazer a renovação em outra Fé) e assim por diante.

Pai Obaluaiê, Senhor das Passagens: enquanto Pai Omulu desliga o ser para seu desencarne, Pai Obaluaiê e seus Mistérios o direciona para seu lugar de merecimento na Criação. O Campo Santo (Cemitério, Calunga...) é cheio de Mistérios também, e é campo de atuação de ambos Pais, mas cada um “na sua enfermaria”.

As Passagens podemos entender como caminhos, degraus, partes da evolução de um ser.

Não nos limitemos ao que estamos lendo, nunca! 
Vamos expandir o conhecimento e, com coerência, conseguir entender o pedaço que nos cabe dos Mistérios Divinos!

Atotô, Meu Senhor!

Boa Semana!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Laroyê, Senhor das Intenções! Laroyê, Exu Mirim!

Para falar desse Orixá na Umbanda, é preciso muito cuidado, pois até pouco tempo atrás, não se sabia ao certo qual era a função de Exu Mirim na vida das pessoas e tampouco se conhecia a sua função dentro da Umbanda.

Pois bem, Exu Mirim é, como todos os outros Orixás, uma exteriorização do nosso Pai Amado Olorum, e assim sendo, é manifestador de Suas Virtudes Divinas e está ai para nos auxiliar em um caminho de Evolução.

Quando esse Orixá foi exteriorizado e aconteceram suas primeiras manifestações, até por pouco conhecê-lo, foi criada uma imagem negativa sobre esse Orixá (assim como ocorreram com Orixá Exu, Orixá Pomba Gira e suas falanges).

Enquando o Erê era considerado a criança boa, a criança da Direita, que manifestava a inocência, Exu Mirim era considerado a criança de rua, que se drogava, que, enquanto “encarnado” era bandidinho, travesso e que já provocava confusões. E, como Exu já estava sendo difamado por falta do conhecimento divino pelos encarnados, Exu Mirim foi colocado ao seu lado como “Exu Pequeno” (que é a tradução de Mirim).

Devido a autorização do Plano Divino, isso está começando a ser desmistificado com uma grande ajuda de Pai Benedito de Aruanda e seu médium Rubens Saraceni, para que possamos transcender a visão humana – que era usada para explicar o inexplicável até então – e começarmos a ter um pouquinho da visão divina de nossos amados Orixás.

Exu Mirim então, pelo pouco que pude perceber, estudar e pelo pouco que está aberto à nós, mostrou-se um Orixá que se manifesta por seres encantados – ou seja, seres que nunca encarnaram nessa realidade, nesse Plano da Vida onde estamos – e que rege o Plano das Intenções.

Portanto, caro Irmão Umbandista: não faz sentido estarmos em uma Religião cujo propósito é fazer o bem (como foi afirmado pelo Sr. Caboclo das 7 Encruzilhadas quando a criou) e termos manifestações de seres negativos para nos auxiliarem.

Pois, por ser uma Religião, e com o propósito de nos tornar manifestadores de Deus, como poderia Deus colocar ao nosso lado um Guia (que é um manifestador d´Ele) que nos levaria para o buraco? Que aumentaria nossos desequilíbrios?

Ou seja: se você, Irmão, tiver uma intenção boa e não souber como exteriorizá-la pois ainda não sabe o como fazê-la, ou está confuso em algumas decisões, ai está Exu Mirim.

Peça auxílio a Exu Mirim e esse auxílio virá de forma a descomplicar, desatrapalhar e desenrolar as suas idéias para que fiquem mais claras e objetivas.

Mas, atenção, Caro Irmão!

Do mesmo jeito Exu Mirim acolhe uma idéia boa e faz de tudo pra que ela exteriorize, pois são muito espertos, atentos, curiosos em suas ações, cuidado com suas intenções, pois, se a intenção é qualquer coisa contra a Lei Maior e a Justiça Divina, principalmente aquelas que fazem com que outras mentes sejam influenciadas e/ou induzidas ao erro perante essas Forças de nosso Pai Amado Olorum, ai é que Exu Mirim ativa o seu Mistério Divino de forma a exteriorizar tal intenção para que fique claro aos olhos de todos que vem, o ridículo, a negatividade, a exposição das suas intenções.

Então, tenhamos muito cuidado pois, eu particularmente, não gosto de nomear um Orixá para um ano, mas, enquanto estou editando esse texto, os Exus Mirins aqui presentes me passam essa mensagem:

“Esse é o Nosso ano, como todos os outros: o Ano da Intenção. Sendo boa ou má, lhe mostrarei a minha ação!”

Laroyê, Exu Mirim! Exu Mirim é Mojubá!

Saravá a Umbanda Salve todos os Irmãos!

E que todos tenhamos um ótimo ano novo!

... e boas intenções

Para saber mais: Livro: Orixá Exu Mirim – Autor: Rubens Saraceni – Editora: Madras

Texto por: Franz Meier

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Vamos Saravar, Mãe Yemanjá...

Vamos todos juntos,
Levar flores pro mar" - Ponto de Umbanda



Por incrível que pareça, 08 de Dezembro é o dia de comemoração de Mamãe Oxum, e não de Yemanjá - que é em Fevereiro... Mas, por seu sincretismo com Nossa Senhora dos Navegantes, acabamos adotando esse período das duas primeiras semanas de Dezembro para homenagear a Sagrada Senhora das Águas.

Mamãe Yemanjá é mais do que senhora dos Mares, é tida - em algumas lendas - como a Mãe dos Orixás. Mas, e pra você? O que representa Mamãe Yemanjá?

Pra mim, Mamãe Yemanjá é a representação da família, aquela matrona acolhedora, com suas palavras de aceitação e direcionamento equilibrados, o colo que podemos sempre contar, a solução daquele problema que nos consumia.

Mamãe Yemanjá é beleza: além de seus cabelos escuros e compridos, traz essa característica em seus olhos como quem, mesmo sem dizer uma palavra diz: "Vai que você consegue! Confie em si mesmo!"

Mamãe Yemanjá, Senhora da Geração e da Criatividade, no meu ponto de vista, é a Mãe que nos auxilia a resolvermos nossas dificuldades, gerando e criando novas soluções para antigos problemas.

Como símbolo da maternidade, nos faz entender as diferenças entre as gerações (avós, pais, filhos...) e nos auxilia a gerar e criar as gerações que estão por vir.

Se você tem alguma dificuldade que não consegue criar uma saída, ofereça uma rosa branca e uma oração para Ela. Pode ser no seu altar de casa, do terreiro que você frequenta, na cabeceira de sua cama, ou ainda pétalas dessa mesma flor soltas dentro da fronha do seu travesseiro e peça a criatividade solucionadora que, com certeza, mais breve do que você imagina, estará envolvido com seu manto e a solução virá de alguma forma: em sonho, em conversa com amigos, por intuição...

Mas, não se limite!!! Esse é só o meu ponto de vista e a Orixá Mamãe Yemanjá é muito mais que isso!!!

Odoiá, Mamãe!!!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Você é Médium?

Toda vez que se fala em mediunidade, logo se atrela esse conceito a religiões como Espiritismo, Umbanda, Candomblé entre outras, que fazem seus rituais deixando que ocorram manifestações de ligação com o mundo espiritual.

Quando Kardec compilou o Livro dos Espíritos e o Livro dos Médiuns, deu-nos uma noção de como era e como manifestavam-se alguns tipos de mediunidade, como a incorporação, a clarividência, a psicografia etc.

Nos dias de hoje, isso foi ficando muito mais esclarecido mas, creio que alguns conceitos foram deixados de lado com uma visão limitada do que é ser médium.

Em nossos templos, terreiros, em atendimentos, é comum ver as pessoas dizerem: "ah, eu sou médium" e outras ainda: "não, não tenho mediunidade" ou "Eu não sou médium". Mas, a perceção que tive é que, uma vez que tudo faz parte de um Mistério Maior - que é Deus - e que interagimos com diversas formações divinas (formas instintivas ou inanimadas, como vegetais, animais, minerais etc) criadas por Ele e que formam o que chamamos de Natureza, somos todos médiuns.

Todos os seres humanos assim como tudo o que interage nesse contexto da Natureza é médium, pois nós interagimos com tudo ao nosso redor, sendo uma água, uma pedra, uma folha de árvore ou o próprio ar.

Logo, acredito que desenvolver a mediunidade está muito além de uma manifestação em qualquer ritual religioso e sim, é desenvolver a capacidade de interagir de uma forma harmônica e consciente com tudo o que nos cerca - seja o nosso irmão em Olorum (ser humano independente de sua religiosidade), a folha de uma árvore, a energia de uma pedra ou qualquer criação ou manifestação do Divino, pois tudo vem d´Ele e Ele é tudo, manifestando Sua generosidade para conosco e fazendo com que nós desenvolvamos nossas faculdades divinas.

Nós, Umbandistas, temos que nos conscientizar em reformular e agregar o conceito de "ser médium" para que possamos entender e passar aos nossos irmãos essa idéia, de forma que aja uma expansão de nossa visão com relação aos Orixás, aos Nossos guias, aos elementos que usamos, para que, conscientes de que tudo É Olorum, sejamos mais cuidadosos com o que nos cerca.

E isso não serve só para os Umbandistas: afinal, os recursos naturais estão ai, criados por Deus, e são utilizados por todos nós - de formas ritualísticas ou ainda para a própria sobrevivência da nossa espécie.

Baseados então, na raiz em latim da palavra MÉDIUM* (mediu**), concluímos que médium não é uma palavra ou um dom exclusivo de uma religião ou outra, mas sim, uma oportunidade de tudo e todos da Criação interagirem entre si para que ocorra uma evolução em todos os sentidos e para tudo.

Pense nisso! (e deixe seu comentário!)

* médium - Do michaelis.com.br:
mé.dium
sm (lat mediu) Espir Pessoa capaz de estabelecer relações entre o mundo visível e o mundo invisível.

** A raiz latina "mediu": Do tradutor
http://www.tranexp.com:2000/Translate/result.shtml
meio, metade, semi, meeiro

Franz Meier e Fabi Cardoso